quarta-feira, 18 de setembro de 2013

ATIVIDADE 8 - PRIMEIRA observação em campo e registro

Atendendo ao solicitado na disciplina de Teoria do Currículo - Turma C, às 08h30min de hoje, dia 18 de setembro de 2013, compareci juntamente com o colega Cassius Valter à Escola Estadual Anne Frank, localizada na Av. Cauduro, 238 - Bairro Bom Fim - Porto Alegre, para uma observação de campo voltada para alunos dentro de uma sala de aula

Fomos recebidos pela Profª. Ana Emília que recebeu a carta de apresentação e explicou-nos que precisava apresentar nossa demanda para as professoras titulares das turmas de ensino fundamental para posterior execução da tarefa.

Assim, ficou combinado a data de 25 de setembro de 2013, próxima quarta-feira às 07h45min. Fica desde já alertado à Profª. Marie Jane que eu, Éder Santiago, e o colega Cassius Valter chegaremos atrasados a próxima aula de Teoria do Currículo, pois nossa observação encerrará exatamente às 08h30min, horário de início de nossa disciplina.

Abaixo duas fotos referentes à nossa visita de hoje. Observe que evitamos apresentar rostos de alunos da escola para não precisarmos colher autorizações para publicação nesse blog. Notamos no local e procuramos apresentar nessas 2 fotos que, embora seja uma escola pública estadual, o patrimônio público encontra-se bem conservado e em condições adequadas de uso, o que contrasta com o senso comum referente às escolas estaduais, sabida e costumeiramente depredados e/ou sucateados.


FOTO1: Aluno Éder Santiago à frente do portão da escola Anne Frank

FOTO2: Quadras desportivas da escola

No dia 25 de setembro, eu e meu colega Cassius comparecemos conforme combinado às 07h45min e fomos recebidos pela Prof. Ana Emília, que de imediato nos encaminhou ao Prof. Eduardo para que assistíssemos sua aula de Língua Portuguesa para alunos do 7º ano do ensino fundamento.

A aula começou rigorosamente no horário e, naquele momento, havia 15 alunos presentes. Os alunos conversavam demasiadamente enquanto que, alguns atrasados, entravam sem indicar sua chegada ao professor, sem pedir permissão e tampouco sem cumprimentar ninguém. Apenas integravam-se ao falatório generalizado.

Enquanto o professor escrevia no quadro, os alunos estavam completamente alheios ao que ocorria. Muitos nem tinham ainda aberto os cadernos. Não faziam perguntas ao professor, não questionavam nada e tampouco faziam perguntas, pois estavam mais interessados nas conversas paralelas. Tampouco importavam-se com nossa presença em sala de aula.

Havia grupinhos bem definidos de alunos. Meninas conversavam só com meninas e meninos só com meninos.

Muito embora o ambiente fosse bastante desorganizado, o professor mantinha bom relacionamento com os alunos, mantendo seu ritmo de aula. Em determinado momento os alunos resolvem cooperar um pouco e a aula fica mais viável. O professor consegue explicar a matéria e a assistência é um pouco melhor. No entanto, as poucas perguntas realizadas são referentes a assuntos divergentes da matéria, como por exemplo, a profissão de professor.

Os alunos tem bom relacionamento entre si. A maioria é muito agitada, conversa sem parar, mas havia naquele dia uns poucos quietos que não se manifestaram nenhuma vez e sentavam-se mais separados do restante da turma. Não percebi gozações ou conversas provocativas entre os alunos.

A escola surpreendeu-nos pela boa organização, ambiente limpo, boas e bem conservadas instalações. A sala de aula é agradável e permite um bom ambiente educacional. Chamou-me a atenção apenas o elevado número de interrupções que o professor teve em virtude dos mais diversos profissionais da escola que a todo momento batiam na porta para passar a maior variedade possível de recados. Em um período de 45 minutos observado, talvez umas 5 ou 6 vezes isso ocorreu.




2 comentários:

  1. Eder, tens razão, esta escola surpreende pela sua organização. Fazem anos que a conheço de perto e sempre foi assim. É admirável!

    ResponderExcluir
  2. Éder, todos os registros são de qualidade inquestionável. Atribuo isso a sua experiência forte. Ao realizar tantos cursos, ao cuidar do investimento na aprendizagem, ao ser observador e atento, todos esses elementos qualificam a sua inserção na vida mesmo. Tens razão quando observa que os cursos técnicos primam pela resolução de problemas, o que é um ótimo instrumento de aprednizagem. Também, compartilho a observação de que talvez fosse difícil para muitos alunos escolher e realizar um currículo próprio, mas isso são observações que podem não estar corretas, pois praticamente não é uma alternatuva oferecida aos alunos. Ao mesmo tempo, é somente com a vivência de diferentes cursos que se forma uma ideia do que precisamos, do que é nos é útil e do que é essencial saber para viver bem, o que ultrapassa a seleção de um curso. Tudo isso é um processo exigente. Mesmo assim, ainda, imagino que seria uma experiência boa se os alunos pidessem ter maior autonomia para decidir o que prezam mesmo com o risco de errar.

    ResponderExcluir